A Receita Federal deve iniciar ainda em 2026 os testes internos do split payment — o mecanismo que separa automaticamente a parcela de IBS e CBS no momento da liquidação do pagamento — mas já admite que a ferramenta não estará totalmente operacional quando o novo modelo entrar em vigor, em janeiro de 2027. A informação foi divulgada em 30 de julho pelo Portal Contábeis e pelo Convergência Digital.
O fato, verificado
Segundo as duas publicações, os testes internos servirão para validar processos, identificar ajustes e preparar a infraestrutura antes da liberação aos contribuintes. O próprio Fisco reconhece que o sistema “não estará 100% desenvolvido” em janeiro de 2027, e que a implantação será gradual ao longo da transição — em parte pelo desafio técnico de processar, em tempo real, volumes enormes de transações em Pix, boletos e cartões, integrando bancos, adquirentes e meios de pagamento eletrônicos.
Visão crítica OSET
O split payment é, na prática, a mudança mais sensível da Reforma para o caixa das empresas: o imposto deixa de transitar pelo caixa do vendedor e passa a ser retido na própria liquidação financeira. A implantação gradual tem dois lados. O lado bom: as empresas ganham tempo — o cenário de retenção automática integral não chega de uma vez em janeiro de 2027. O lado que exige atenção: a gradualidade cria um período híbrido, em que parte das operações pode ter retenção na fonte e parte não, e quem não simular o impacto no capital de giro vai descobrir o efeito na prática, no pior momento possível. Empresas B2B, que tendem a entrar primeiro no modelo, deveriam tratar 2026 como o ano de estressar o fluxo de caixa projetado com e sem retenção.
A janela antes da virada
Há um segundo ponto que a notícia não diz, mas que define prioridade: enquanto o split payment ainda não opera, o regime atual de PIS/COFINS segue vivo — e 2026 é o último ano cheio dessas contribuições antes da substituição pela CBS. O ritmo acelerado de mudanças cria um gap natural entre o que a empresa recolheu nos últimos 5 anos e o que a legislação permite, e é nesse gap que costumam existir possíveis valores recuperáveis, apuráveis por revisão fiscal documental — sempre como possibilidade sujeita a diagnóstico, nunca como certeza. Recuperar caixa agora é também a forma mais barata de financiar a adaptação à Reforma Tributária.
O que a OSET entrega
Diagnóstico fiscal com auditoria técnica, memória de cálculo, segregação por natureza de crédito e segurança jurídica, com honorários no êxito — além da leitura estratégica do impacto do split payment no seu setor. Solicite uma revisão fiscal e chegue a 2027 com o caixa reforçado e a operação preparada.
Fontes: Portal Contábeis; Convergência Digital.
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.