O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 14% ao ano, em corte de 0,25 ponto percentual decidido por unanimidade na reunião desta semana, conforme comunicado do Banco Central e cobertura do Portal Contábeis e da BM&C News. O Copom citou desaceleração gradual da atividade e sinais recentes de alívio na inflação — que, ainda assim, segue acima do teto da meta, com projeção de 5,1% para 2026.
Selic em queda, mas o dinheiro segue caro
A leitura fria do número importa mais do que a manchete: mesmo em queda, 14% ao ano ainda é um dos custos de capital mais altos do mundo. Para a empresa que financia capital de giro no banco, o alívio chega devagar — as taxas finais dependem de spread, garantias e risco de crédito. Na prática, o caixa próprio continua sendo o financiamento mais barato que existe.
É aqui que a pauta monetária encontra a pauta tributária. Créditos tributários federais reconhecidos em restituição ou ressarcimento são atualizados pela própria taxa Selic acumulada, por regra legal. Ou seja: valores recolhidos indevidamente nos últimos 5 anos, quando identificados e documentados corretamente, carregam correção referenciada na mesma taxa que remunera o mercado — enquanto a dívida bancária cobra Selic mais spread.
A leitura OSET: caixa sem dívida vem antes de crédito bancário
A visão crítica da OSET é simples: num ciclo de juros ainda restritivo, a primeira fonte de liquidez a examinar não é o banco — é a própria escrituração fiscal da empresa. O ritmo intenso de atualizações do sistema tributário (Reforma Tributária, leis complementares, soluções de consulta, decisões do CARF e dos tribunais superiores) cria um gap natural entre o que a empresa recolhe e o que a legislação atual permite. É nesse gap que costumam existir possíveis valores recuperáveis e oportunidades de revisão fiscal para quem audita a documentação dos últimos 5 anos — do PIS/COFINS monofásico no Simples Nacional às exclusões de base e créditos de insumos no Lucro Real e Presumido.
Enquanto o mercado discute quando virá o próximo corte, o gestor pode agir sobre o que já está no seu alcance: revisar a documentação, quantificar com memória de cálculo e decidir com segurança jurídica.
Por onde começar
O primeiro passo é um diagnóstico fiscal: auditoria técnica da documentação dos últimos 5 anos, identificação de possíveis oportunidades por regime tributário e resultado preliminar sujeito à validação documental — sem promessa, com método. A OSET Empresarial conduz esse trabalho com honorários no êxito e em parceria com a contabilidade da empresa. Conheça a revisão fiscal da OSET e, se a sua empresa é do Simples, veja a revisão do Simples Nacional.
Fontes: Banco Central do Brasil — comunicado do Copom (05/08/2026); Portal Contábeis (06/08/2026); BM&C News.
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.