O split payment — mecanismo da Reforma Tributária que separa automaticamente o IBS e a CBS no momento do pagamento de cada transação — voltou ao centro do debate nesta semana. Reportagem da ADVFN de 12 de agosto de 2026 detalhou o efeito prático do modelo sobre o capital de giro das empresas a partir de 2027, e a Receita Federal já havia confirmado, segundo o portal Contábeis, que os testes internos do sistema começam ainda em 2026, com implantação gradual ao longo da transição.
O fato, verificado
Três pontos concretos emergem das apurações recentes. Primeiro: a Receita Federal confirmou que o split payment será testado internamente em 2026, mas não estará plenamente operacional em janeiro de 2027, quando a CBS entra em vigor efetivo — a adoção será gradual (Contábeis, 30/07/2026). Segundo: segundo a IstoÉ Dinheiro, os bancos, representados pela Febraban, pleiteiam remuneração de R$ 0,39 por operação processada, valor em discussão com o Ministério da Fazenda e a CGU. Terceiro: a análise da ADVFN aponta o efeito mais sensível para o empresário — com a retenção do tributo na liquidação financeira (Pix, cartão, boleto), desaparece o intervalo entre receber do cliente e recolher o imposto, período que muitas empresas usam hoje como capital de giro natural da operação.
Visão crítica OSET: o problema não é o imposto, é o tempo
A alíquota não muda por causa do split payment — o que muda é o momento do desembolso. Para varejo, serviços e indústrias com margem apertada e ciclo financeiro longo, antecipar o recolhimento em dias ou semanas pode exigir mais crédito bancário justamente num cenário de juros altos. Quem chega em 2027 sem mapear esse descasamento tende a descobri-lo do pior jeito: no fluxo de caixa.
Há, porém, um outro lado que pouca gente comenta. O ritmo acelerado de mudanças do sistema tributário — Reforma, leis complementares, soluções de consulta, decisões administrativas e judiciais — cria um gap natural entre o que a empresa recolhe hoje e o que a legislação atual permite. É exatamente nesse gap que costumam existir possíveis valores recuperáveis e oportunidades de revisão fiscal para quem audita a documentação dos últimos 5 anos, sempre como resultado preliminar sujeito à validação documental.
Como se preparar antes de 2027
2026 é o último ano inteiro do sistema atual — a “foto” que ficará registrada na escrituração. Uma auditoria técnica agora cumpre papel duplo: identifica possíveis créditos no regime que está se encerrando e dimensiona o impacto do split payment no ciclo de caixa da operação. O diagnóstico fiscal da OSET entrega revisão documental, memória de cálculo e segurança jurídica, com honorários vinculados ao êxito.
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Fontes: ADVFN (12/08/2026); Contábeis (30/07/2026); IstoÉ Dinheiro; Ministério da Fazenda.
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.