A alíquota oficial da CBS, que passa a valer em 1º de janeiro de 2027, ainda não foi publicada — e é exatamente com essa lacuna que as empresas do Simples Nacional terão de conviver na janela de 1º a 30 de setembro de 2026, quando decidem como ficam perante o IBS e a CBS em 2027. O alerta de um “apagão de alíquota” foi feito por tributaristas ouvidos pelo Diário do Comércio em 13 de agosto e repercutido pelo Sistema FENACON em 18 de agosto. A janela de opção foi formalizada pelas Resoluções CGSN nº 190 e 191/2026.
A decisão que precisa ser tomada sem o número final
Pelas novas regras, o optante do Simples pode permanecer com o recolhimento unificado no DAS ou optar pelo regime regular de IBS/CBS “por fora” — modelo que permite transferir crédito integral aos clientes e tende a interessar a quem vende para outras empresas. O problema: sem a alíquota oficial, a conta de qual caminho compensa precisa ser feita por simulação de cenários. As referências disponíveis hoje são a estimativa geral divulgada pelo Comitê Gestor, na casa de 27,91% (18,7% de IBS e 9,2% de CBS), e a recomendação conservadora dos especialistas de usar 9,2% como teto de referência para a CBS — números estimados, não definitivos, sujeitos inclusive à regra da anterioridade nonagesimal.
Visão crítica OSET
O risco oculto não é a alíquota em si — é decidir por inércia. Quem vende majoritariamente para consumidor final tem uma equação; quem fatura B2B, para clientes que passarão a exigir crédito de IBS/CBS, tem outra completamente diferente, e pode perder competitividade se ficar no formato errado. E setembro acumula decisões: a mesma janela concentra a opção pelo regime regular e antecipa discussões que antes ficavam para janeiro. Decidir exige olhar margem, perfil de cliente e histórico de tributação — não intuição.
Há ainda um segundo plano que o noticiário não conecta: antes de escolher o futuro, vale auditar o passado. O ritmo de mudanças no sistema tributário cria um gap natural entre o que a empresa recolhe e o que a legislação permite — e, no Simples, a revisão documental dos últimos 5 anos (com destaque para produtos monofásicos de PIS/Cofins) costuma revelar possíveis valores recuperáveis, sempre como resultado preliminar sujeito à validação documental.
O caminho seguro antes da janela
A OSET entrega o diagnóstico completo: auditoria técnica do histórico, simulação dos cenários 2027 com memória de cálculo e leitura clara para a decisão de setembro, com honorários no êxito. Solicite a revisão do seu Simples Nacional ou veja também nosso conteúdo sobre a Reforma Tributária.
Fontes: Diário do Comércio, 13/08/2026; Sistema FENACON, 18/08/2026; Resoluções CGSN nº 190 e 191/2026.
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.