O split payment — mecanismo da Reforma Tributária que separa IBS e CBS no momento da liquidação financeira da venda — deu mais um passo técnico importante. A versão 1.01 do Informe Técnico 2026.001, publicada em agosto de 2026 no Portal Nacional da NF-e, amplia para todos os modelos de Documentos Fiscais Eletrônicos (DFe) a tabela de meios de pagamento que podem ser vinculados ao split — antes o detalhamento alcançava apenas a NF-e. A atualização foi repercutida pelo Portal Contábeis em 27/08/2026.
O que muda com o Informe Técnico 2026.001 v1.01
A nova versão mantém a lógica de vinculação por código de meio de pagamento e passa a operar com seis códigos aptos ao split payment:
- 15 — Boleto bancário
- 17 — Pix dinâmico (QR Code)
- 18 — TED (transferência bancária)
- 20 — Pix por chave ou QR Code estático
- 23 — Pix automático (novo)
- 24 — TEF/booktransfer (novo)
Na prática, a infraestrutura que conecta documento fiscal, meio de pagamento e recolhimento automático dos novos tributos está sendo montada peça por peça — e agora cobre o ecossistema completo de documentos eletrônicos, não só a nota fiscal de venda.
Caixa, não carga: onde o split payment aperta
Análise publicada pelo Portal Contábeis com base em estudo da banca GRM Advogados destaca o ponto que mais interessa ao empresário: o split payment não altera, por si, quanto se paga de tributo — altera quando o dinheiro sai. Com a separação automática de IBS e CBS na liquidação, recursos que hoje circulam pelo caixa da empresa até a data de recolhimento deixam de compor o capital de giro nesse intervalo. Varejo, PMEs e empresas de ciclo financeiro apertado tendem a sentir primeiro.
Visão crítica OSET: cronograma em aberto, preparação obrigatória
Há uma camada que a notícia técnica não mostra: o próprio Comitê Gestor do IBS indicou, em declarações após reunião de 12/08/2026, que o split payment não deve estar pronto para o início de janeiro de 2027, com estudo de alternativa transitória (o Recolhimento pelo Adquirente, opcional) — mas até aqui sem ato oficial formalizando novo cronograma. Ou seja: a mecânica avança nos bastidores técnicos enquanto a data final segue indefinida. O erro estratégico seria esperar a definição para agir — sistemas de emissão, contratos com adquirentes e projeção de fluxo de caixa precisam ser revisados antes.
E cada camada nova de regra reforça um padrão: o ritmo de atualizações do sistema tributário cria um gap natural entre o que a empresa recolhe e o que a legislação atual permite — e é exatamente nesse gap que costumam existir possíveis valores recuperáveis e oportunidades de revisão fiscal para quem audita a documentação dos últimos 5 anos, sempre como resultado preliminar sujeito à validação documental.
Como preparar a empresa agora
O caminho técnico é um diagnóstico fiscal em duas frentes: revisão documental do período recente, para identificar possíveis oportunidades antes da virada de regime, e simulação do impacto do split no fluxo de caixa de 2027. A OSET Empresarial conduz esse trabalho na frente de Reforma Tributária aplicada, com auditoria técnica, memória de cálculo e segurança jurídica — e você pode começar pelo simulador OSET, em poucos minutos.
Fontes: Portal Contábeis (27/08/2026); Portal Nacional da NF-e — Informe Técnico 2026.001, versão 1.01; declarações do Comitê Gestor do IBS (reunião de 12/08/2026).
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.