O número de empresas em recuperação judicial no Brasil subiu 66% em três anos e chegou a 6.341 casos no segundo trimestre de 2026, segundo dados da consultoria RGF divulgados em reportagem do portal Contábeis de 11/09/2026. O varejo lidera a lista, com 21% dos casos, seguido pela indústria de transformação (19,6%) e pelo agronegócio (17,5%).

O que os números mostram

A combinação apontada pelas fontes é conhecida: juros elevados, crédito bancário restrito e caro, pressão contínua sobre o caixa e estruturas de gestão com baixa previsibilidade financeira. O quadro não é novo — desde o fim de 2025, levantamentos do Monitor RGF já indicavam recordes de insolvência e aumento na conversão de recuperações em falências —, mas os dados do segundo trimestre de 2026 confirmam que a onda seguiu crescendo, espalhada pelos três grandes motores da economia real: comércio, indústria e agro.

Visão crítica OSET: a recuperação judicial é o último capítulo, não o primeiro

Nossa leitura é que a recuperação judicial quase nunca é um evento súbito. Antes dela, existe uma sequência de meses de caixa apertado sendo coberto com crédito cada vez mais caro — e é nessa fase intermediária que as decisões certas ainda são baratas. O ponto cego mais comum que encontramos em diagnósticos é o seguinte: empresas pressionadas buscam liquidez fora (empréstimo, antecipação de recebíveis, sócio aportando) antes de verificar a liquidez que pode existir dentro da própria escrituração fiscal. Com o ritmo atual de mudanças do sistema tributário — Reforma do Consumo em transição, novas obrigações, soluções de consulta e decisões administrativas em sequência —, cria-se um gap natural entre o que a empresa recolhe e o que a legislação atual permite. É nesse gap que uma auditoria técnica dos últimos 5 anos costuma identificar possíveis oportunidades e valores recuperáveis — sempre como resultado preliminar sujeito à validação documental, jamais como promessa.

Caixa próprio antes de crédito caro

Para quem sente a margem apertar, a ordem racional é: primeiro medir o que a própria documentação fiscal pode devolver ao caixa, depois decidir quanto crédito externo ainda é necessário. Uma revisão documental bem-feita entrega memória de cálculo, fundamento e segurança jurídica — e, no modelo OSET, com honorários vinculados ao êxito, o diagnóstico não compete com o caixa que a empresa está tentando proteger. Em 2026, último ano inteiro de PIS e COFINS antes da virada para a CBS, essa foto documental tem valor dobrado.

Próximo passo

Conheça a revisão fiscal da OSET para Lucro Real e Presumido — ou, para empresas do Simples Nacional, a revisão do Simples Nacional — e faça uma primeira leitura do seu cenário no simulador OSET.

Fontes: Contábeis (11/09/2026); Monitor RGF — RGF Consultoria (2º trimestre de 2026); Gazeta do Povo (dez/2025).

A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.

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