O Comitê Gestor do IBS autorizou um reforço emergencial e provisório da sua força de trabalho para tocar a implantação do novo imposto. A Resolução CGIBS nº 18, de 15 de setembro de 2026, repercutida pelo Portal Contábeis em 18 de setembro, permite que servidores dos estados, do Distrito Federal e dos municípios sejam indicados para atuar no Comitê — com apoio de entidades como CNM, FNP e Comsefaz — no desenvolvimento de sistemas, plataformas digitais e atos normativos necessários ao cumprimento dos prazos legais.
O fato, verificado
A resolução desenha uma operação de guerra administrativa: a cessão dos servidores pode começar tão logo o ente de origem concorde, com formalização do acordo de adesão em até 30 dias e prazo de cessão estendido até 31 de janeiro de 2027 — exatamente a largada da cobrança do IBS em alíquota de teste ampliada e da CBS plena. Há regras de composição, como paridade entre esferas federativas, reserva mínima de 30% das vagas para mulheres e prioridade para quem já atuou nos grupos técnicos da Reforma. O texto não divulga o número total de servidores envolvidos.
É a segunda medida de estruturação do Comitê em poucos meses, depois da criação das comissões técnicas — agora com foco declarado em entregar, no prazo, a infraestrutura operacional do imposto que substituirá ICMS e ISS ao longo da transição.
A leitura crítica da OSET
Parte do mercado ainda opera com uma aposta silenciosa: “isso vai ser adiado”. A Resolução 18 é um dado contra essa aposta. Adiamento não se anuncia — se deduz dos fatos, e os fatos de setembro apontam na direção contrária: APIs de apuração da CBS documentadas, obrigatoriedade do IBS/CBS nos documentos fiscais chegando em outubro, e agora convocação emergencial de gente para terminar sistemas e atos normativos até janeiro. Quem administra empresa não precisa acreditar em promessa de governo; precisa ler o que o governo está fazendo com o próprio tempo e orçamento.
A consequência prática: cada mês de 2026 gasto esperando definição é um mês a menos para arrumar cadastros, contratos, sistemas de emissão — e para revisar o que a regra atual ainda permite recuperar.
Para o empresário
Perguntas que valem uma reunião esta semana: se 2027 começar exatamente como está no calendário oficial, minha empresa emite, apura e precifica corretamente em janeiro? Quem, na minha operação, é o dono desse projeto de transição — com nome e prazo? E o estoque de créditos do regime atual, os últimos 60 meses de PIS/Cofins, já foi revisado antes da troca de sistema? Resultado preliminar sempre sujeito à validação documental.
Para o contador
O reforço do CGIBS tende a acelerar a produção de atos normativos e soluções operacionais no 4º trimestre — o período em que o escritório estará mais pressionado pelo fechamento. Vale montar desde já a rotina de acompanhamento das resoluções do Comitê e dos atos conjuntos com a RFB, revisar o plano de parametrização dos clientes (documentos fiscais, apuração assistida, split payment) e priorizar, por cliente, o que precisa estar pronto em 1º de janeiro. A OSET complementa a contabilidade nesse acompanhamento — não a substitui.
O que fazer agora
- O que deve ser feito: nomear um responsável interno pela transição IBS/CBS e validar o plano de janeiro de 2027 (emissão, apuração, precificação).
- O que pode ser feito: usar o restante de 2026 para revisar os últimos 60 meses de PIS/Cofins e consolidar possíveis créditos sob a regra atual, com memória de cálculo.
- Quando: plano de transição fechado no 4º trimestre de 2026; revisão dos 60 meses antes da virada da CBS.
A OSET acompanha a Reforma na prática e transforma norma em decisão. Entenda o cenário completo na página de Reforma Tributária aplicada ou antecipe-se com a revisão fiscal 2026.
Fontes: Resolução CGIBS nº 18, de 15/09/2026; Portal Contábeis (18/09/2026); Comitê Gestor do IBS — atos de estruturação (2026).
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.