Os contratos entre empresas e escritórios de contabilidade viraram tema urgente da Reforma Tributária. Reportagem do Portal Contábeis publicada em 17 de setembro de 2026 aponta que a transição para o sistema da Lei Complementar 214/2025 exige redefinição estrutural desses contratos, porque o período de convivência entre os dois regimes obriga o escritório a cumprir, ao mesmo tempo, as obrigações do sistema antigo — PIS, Cofins, ICMS, ISS — e as do novo, com CBS e IBS.

O fato, verificado

O diagnóstico da reportagem é operacional: durante a transição, entram no dia a dia dos escritórios a parametrização de sistemas com as novas regras, a preparação para o split payment, o controle de créditos de IBS/CBS e o cumprimento em dobro de obrigações acessórias — sem que as antigas desapareçam. O cronograma oficial confirma a sobreposição: os documentos fiscais já incorporam os campos de IBS e CBS pelo calendário do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026, e em 2027 a CBS entra plena enquanto as regras atuais de PIS/Cofins ainda geram trabalho de encerramento, revisão e compensação.

Entre as recomendações listadas: delimitar com clareza as responsabilidades de cada parte (omissão de informação é da empresa; erro técnico é do escritório), prever cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro para novas exigências regulatórias e formalizar como serviço extraordinário o que for projeto de transição — e não rotina mensal.

A leitura crítica da OSET

O risco real não é jurídico, é econômico e silencioso: o escritório que absorver a transição inteira dentro do honorário antigo vai financiar a Reforma do próprio bolso — e, pressionado, tende a executar o mínimo. O cliente sente depois, em crédito mal apurado e inconsistência acumulada. Contrato claro não é desconfiança entre as partes; é o que permite ao contador cobrar pelo que a transição realmente custa e ao empresário saber exatamente o que está comprando.

Há também a leitura inversa, que interessa aos dois lados: a transição é a maior oportunidade em décadas de o contador se reposicionar como consultor — quem transforma a mudança em projeto, com escopo e preço, sai maior. E revisão de contrato é o momento natural para separar o que é rotina do que é projeto: o encerramento bem-feito do regime atual, incluindo a revisão dos últimos 60 meses de PIS/Cofins, é um projeto com valor próprio.

Para o empresário

Três perguntas antes de renovar o contrato com o seu escritório: o escopo atual cobre a dupla apuração de 2027 ou só o sistema antigo? Quem responde pelo quê — dados enviados fora do prazo são responsabilidade de quem? E o encerramento do regime atual, com revisão documental do que a empresa ainda pode recuperar, está contratado com alguém? Contrato omisso hoje é discussão desgastante amanhã. Resultado preliminar sempre sujeito à validação documental.

Para o contador

O caminho prático: reabrir os contratos da carteira antes do ciclo de 2027; anexar escopo detalhado por regime (o que é PGDAS-D, EFD-Contribuições e rotina atual; o que é apuração assistida de CBS/IBS e novas acessórias); precificar separadamente o projeto de transição; e incluir cláusula de reequilíbrio para exigências supervenientes. No encerramento do regime atual, a revisão dos 60 meses — Bloco M, CST/CFOP, segregação por natureza de crédito, memória de cálculo — pode ser oferecida ao cliente em parceria: a OSET complementa a contabilidade nesse trabalho e remunera por resultado, sem substituir o escritório.

O que fazer agora

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Fontes: Portal Contábeis (17/09/2026); Lei Complementar nº 214/2025 (16/01/2025); Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026 (30/07/2026).

A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.

O que isso significa para a sua empresa de Lucro Real

A transição para IBS e CBS vai consumir a agenda do escritório em 2026 e 2027. A OSET complementa, não substitui a contabilidade: revisa PIS/Cofins dos últimos 60 meses dos clientes de Lucro Real e Presumido, com memória de cálculo, antes de a CBS entrar em vigor. Resultado preliminar sujeito à validação documental.

A OSET faz a revisão fiscal dos últimos 60 meses com diagnóstico documental e honorários somente no êxito, em contrato. Conheça a revisão fiscal para Lucro Real e Presumido ou meça o potencial da sua operação no simulador.

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