A Receita Federal divulgou em 22 de setembro de 2026 o resultado da arrecadação de agosto: R$ 235,6 bilhões, recorde da série histórica para o mês, com crescimento real de 8,25% sobre agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação federal soma R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12% — desempenho que o próprio órgão atribui, entre outros fatores, ao avanço de 13,09% em IRPJ e CSLL, ao crescimento de 4,30% da arrecadação previdenciária e à alta de 33,21% no IRRF sobre ganhos de capital.
O fato, verificado
Na análise apresentada pela Receita e repercutida por veículos como Metrópoles e Forbes Brasil, pesaram o aumento real da massa salarial, a redução da desoneração da folha e o bom desempenho de setores como serviços e extração de petróleo. Agosto marca a última leitura completa do sistema atual antes da reta final de 2026: a partir de janeiro, a CBS substitui PIS e Cofins e a fotografia da arrecadação começa a mudar de composição. O detalhamento por tributo está no relatório mensal de arrecadação publicado pelo órgão.
A leitura crítica da OSET
Recorde de arrecadação com crescimento econômico moderado conta uma história que o noticiário raramente completa: o sistema de cobrança ficou tecnologicamente eficiente. Cruzamento de notas, escriturações digitais, malhas automáticas — o fisco recolhe cada real a que tem direito, com máquina. A pergunta empresarial é simétrica e quase nunca é feita: a sua empresa recolhe com a mesma precisão só o que deve? Quando IRPJ e CSLL crescem 13% em termos reais, parte disso é lucro maior — e parte é base de cálculo montada sem revisão, com créditos de PIS/Cofins não aproveitados, despesas mal classificadas e benefícios não aplicados. Eficiência arrecadatória sem eficiência de apuração do outro lado é transferência silenciosa de margem.
Para o empresário
Três perguntas para o fechamento do trimestre: nossa carga tributária efetiva acompanhou o crescimento do faturamento ou cresceu mais rápido? Quando foi a última revisão documental completa da apuração — IRPJ, CSLL, PIS/Cofins — dos últimos 60 meses? E quem, dentro ou fora da empresa, responde pela precisão dessa conta com memória de cálculo? Possíveis valores recuperáveis identificados nessa revisão são sempre resultado preliminar sujeito à validação documental.
Para o contador
O relatório mensal da arrecadação é ferramenta de trabalho: a abertura por tributo e setor ajuda a contextualizar a variação da carga dos clientes e a antecipar conversas de fechamento. Com IRPJ/CSLL em alta, vale revisar a qualidade das adições e exclusões no e-Lalur, a segregação de créditos na EFD-Contribuições e o aproveitamento de saldos negativos via PER/DCOMP. O fim do regime de PIS/Cofins em dezembro torna essa revisão um item de calendário, não de conveniência. A OSET complementa esse trabalho com auditoria técnica em escala — não substitui a contabilidade.
O que fazer agora
- O que deve ser feito: comparar a evolução da carga tributária efetiva da empresa com a evolução do faturamento em 2026 e explicar as divergências com documento.
- O que pode ser feito: revisar os últimos 60 meses de apuração federal em busca de possíveis créditos e recolhimentos a maior, com memória de cálculo.
- Quando: antes do fechamento de 2026 — última janela completa sob o regime atual de PIS/Cofins.
A OSET faz essa revisão com honorários vinculados ao êxito. Conheça a auditoria técnica de PIS/Cofins ou comece pelo simulador.
Fontes: Receita Federal — resultado da arrecadação federal de agosto de 2026 (22/09/2026); Metrópoles (22/09/2026); Forbes Brasil (22/09/2026).
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.