O Comitê Gestor do IBS e a Receita Federal atualizaram, em 21 de setembro de 2026, os esquemas XSD dos eventos D-1011 e D-1101 da DeRE — a Declaração de Regimes Específicos — no ambiente de produção restrita. O Plano Geral de Contas Comentado (PGCC, versão 1.0.3) passou a aceitar até 150 mil contas, o triplo do limite anterior de 50 mil; o Balancete Mensal (versão 1.0.1) saltou de 10 mil para 90 mil contas, nove vezes o teto original. Os servidores foram atualizados na noite de segunda-feira (21) e a recepção oficial dos novos leiautes começou na terça-feira (22), segundo o comunicado do CGIBS.

O fato, verificado

A DeRE é a obrigação acessória que os contribuintes de regimes específicos do IBS e da CBS — como instituições financeiras, planos de saúde, seguradoras e consórcios — passarão a entregar dentro do cronograma da Reforma Tributária: os eventos de tabela começam em 1º de outubro de 2026 e a primeira escrituração mensal, referente à competência de outubro, vence em novembro. A produção restrita é o ambiente de testes com as empresas-piloto, e é nela que os novos limites já valem. A mudança consta do arquivo oficial de esquemas XSD divulgado na página da DeRE.

A leitura crítica da OSET

Um ajuste de leiaute parece detalhe técnico — até se ler o número. Ampliar o balancete de 10 mil para 90 mil contas a dez dias do início dos eventos oficiais diz duas coisas. Primeira: os planos de contas reais das empresas-piloto são muito maiores do que o desenho original previa, e o Fisco preferiu alargar o sistema a simplificar a exigência. Segunda: quem não está no piloto vai estrear direto no ambiente oficial, sem ter testado se a própria estrutura contábil passa nos validadores. A régua de granularidade que a DeRE inaugura — conta a conta, mês a mês — é o retrato do que a fiscalização da era IBS/CBS enxergará de dentro das empresas. Chegar a outubro sem mapear isso não é atraso operacional: é entregar ao Fisco uma visão da casa que a própria empresa ainda não tem.

Para o empresário

Se a sua operação está em regime específico — ou pertence a grupo com financeira, consórcio ou operadora —, as perguntas para o time são simples: sabemos quais entidades do grupo entregarão a DeRE? Nosso plano de contas passa no PGCC? Quem valida o balancete antes da transmissão? O custo de descobrir a resposta em novembro, com prazo correndo, é sempre maior do que o de descobrir agora, com resultado preliminar sujeito à validação documental.

Para o contador

O checklist técnico da semana: baixar os XSD atualizados (D-1011 PGCC v.1.0.3 e D-1101 Balancete v.1.0.1) na página da DeRE; revalidar os arquivos gerados pelo ERP contra os novos esquemas; conferir o de-para entre o plano de contas da empresa e o PGCC; e agendar o ciclo de testes antes de 1º de outubro, quando começam os eventos de tabela. Vale documentar cada versão de leiaute aplicada — o versionamento acelerado é típico de início de obrigação e costuma explicar rejeições. A OSET complementa a contabilidade nessa preparação — não a substitui.

O que fazer agora

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Fontes: CGIBS — Comitê Gestor do IBS, comunicado de 21/09/2026 (atualização dos XSD dos eventos D-1011 e D-1101 na produção restrita); Receita Federal — página oficial da DeRE, arquivos XSD (Produção Restrita); CGIBS (agosto/2026 — cronograma da DeRE: eventos a partir de 01/10/2026).

A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.

O que isso significa para a sua empresa de Lucro Real

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