Levantamento de monitoramento divulgado pela Receita Federal no início de setembro mostra um retrato dividido da transição da Reforma Tributária: 85% dos documentos fiscais monitorados já trazem as informações de IBS e CBS, mas, entre cerca de 1,25 milhão de contribuintes analisados, apenas 29% cumprem integralmente a obrigação, 28% cumprem parcialmente e 43% ainda não prestam nenhuma informação dos novos tributos na nota.
O fato, verificado
O preenchimento dos campos de IBS e CBS nos principais documentos fiscais eletrônicos (NF-e, NFC-e, CT-e, entre outros) tornou-se obrigatório em 3 de agosto de 2026, conforme o cronograma do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026. Segundo a divulgação da Receita, repercutida pelo Portal Contábeis em 03/09/2026, os documentos sem essas informações não estão sendo rejeitados pelos sistemas neste momento — a rejeição automática segue suspensa, e o Programa Nacional de Conformidade Tributária prevê regularização de inconsistências até 31 de dezembro de 2026. Na sequência do cronograma, a NFS-e e a NFCom entram na obrigatoriedade em 1º de outubro de 2026, e o Simples Nacional se integra em janeiro de 2027.
A leitura OSET: a tolerância é temporária — e é uma janela
A ausência de rejeição automática criou uma falsa sensação de conforto. O dado oficial mostra que quase metade das empresas monitoradas opera como se a Reforma ainda não tivesse começado — mas o monitoramento já está ativo, e as comunicações de conformidade já estão sendo emitidas. Quem presta serviço tem um degrau adicional em 1º de outubro, com a NFS-e no padrão nacional.
Há um segundo ponto que quase ninguém está enxergando: o mesmo esforço de organizar documentos fiscais para a transição é o que permite fotografar os últimos 5 anos de apuração. O ritmo acelerado de mudanças no sistema tributário — reforma, leis complementares, soluções de consulta, decisões administrativas e judiciais — costuma abrir um gap entre o que a empresa recolheu e o que a legislação permite. É exatamente nesse gap que uma revisão documental pode identificar possíveis oportunidades de recuperação e ajuste, sempre como resultado preliminar sujeito à validação documental.
O que fazer agora
- Verificar se os documentos fiscais emitidos desde 3 de agosto contêm os campos de IBS e CBS preenchidos corretamente;
- Prestadores de serviço: preparar a emissão da NFS-e no padrão nacional antes de 1º de outubro;
- Aproveitar a organização documental para uma auditoria técnica dos últimos 5 anos de PIS/COFINS e demais tributos, antes que 2026 termine.
Como a OSET pode ajudar
A OSET Empresarial realiza diagnóstico fiscal com auditoria técnica, memória de cálculo e segurança jurídica — complementando, e nunca substituindo, o trabalho da contabilidade. A adequação à Reforma e a revisão dos últimos 5 anos podem caminhar juntas no mesmo movimento de organização documental. Conheça o serviço em Reforma Tributária aplicada à sua empresa ou faça uma primeira estimativa no simulador.
Fontes: Receita Federal (levantamento de monitoramento IBS/CBS, set/2026); Portal Contábeis (03/09/2026); Comitê Gestor do IBS — Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026.
A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.