A Reforma Tributária não é um evento que acontece em um único dia — é uma transição programada para durar oito anos, estruturada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. Empresas que tratam o tema como “assunto de 2027 em diante” tendem a perder a janela de organização documental que antecede cada fase. Abaixo está o cronograma estrutural, ano a ano, sem promessa de resultado — apenas o mapa que todo diagnóstico fiscal precisa considerar.

2026: fase de teste, sem cobrança efetiva adicional

Este ano funciona como um ensaio geral. CBS e IBS já aparecem destacados nas notas fiscais em percentuais simbólicos, para calibrar sistemas emissores, ERPs e obrigações acessórias — sem representar, nesta fase, pagamento adicional líquido, já que o valor é compensável com os tributos ainda vigentes. Enquanto isso, PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI continuam sendo cobrados normalmente, na sistemática atual. É o período certo para auditar a base de créditos acumulados e testar a operação em paralelo, antes que a fase de teste vire cobrança real.

2027: a virada federal — CBS entra, PIS e COFINS saem

O ano de 2027 marca a primeira mudança estrutural com efeito de caixa. A CBS passa a ser cobrada em caráter definitivo em nível federal, substituindo PIS e COFINS, que são extintos. O IPI é reduzido a zero para a maior parte dos produtos, com exceção da produção na Zona Franca de Manaus, que mantém regime específico. O Imposto Seletivo também tem entrada prevista para 1º de janeiro de 2027, incidindo sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Um ponto de atenção real: até julho de 2026, o Congresso ainda não havia definido as alíquotas específicas do Imposto Seletivo, o que mantém uma janela de incerteza regulatória que qualquer planejamento tributário precisa monitorar de perto — não é prudente fechar decisões estruturais com base em alíquotas ainda não publicadas.

2029 a 2032: a transição gradual de ICMS e ISS para o IBS

Segundo o cronograma da LC 214/2025, o IBS assume participação crescente sobre a base que hoje pertence ao ICMS (estadual) e ao ISS (municipal), em percentuais escalonados ao longo desses quatro anos, enquanto os tributos estaduais e municipais tradicionais são reduzidos na mesma proporção. É um convívio programado, não uma substituição abrupta — mas que exige que empresas com operação multiestadual redesenhem, com antecedência, como apuram crédito em cada etapa dessa convivência.

2033: o sistema definitivo

ICMS e ISS deixam de existir. O modelo de IVA dual — IBS (estadual/municipal) e CBS (federal) — passa a ser a única estrutura de tributação sobre bens e serviços no país, com o Imposto Seletivo operando em paralelo sobre itens específicos. A partir daqui, a lógica de apuração de crédito muda de forma permanente em relação ao sistema que empresas brasileiras usam há décadas.

O que isso significa na prática, hoje

Cada uma dessas datas tem uma tarefa de retaguarda correspondente: revisar créditos acumulados de PIS/COFINS antes da extinção desses tributos, mapear a exposição ao Imposto Seletivo se sua empresa opera com bens ou serviços sensíveis, e simular o efeito da convivência ICMS/ISS + IBS na margem operacional. Você pode simular um cenário preliminar na calculadora OSET e aprofundar cada fase na página da Reforma Tributária.

Como a OSET conduz

A OSET realiza uma auditoria técnica inicial sem custo, cruzando o regime tributário da empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) com o cronograma legal da Reforma. A partir da documentação fiscal enviada — notas, EFDs, apurações — produzimos um diagnóstico documental com memória de cálculo, apontando possíveis oportunidades e riscos, sempre com a ressalva de que o resultado depende da validação técnica de cada caso concreto. Os honorários são cobrados apenas sobre êxito comprovado, nunca antecipados sobre uma estimativa.

Fale com a OSET

Se sua empresa ainda não organizou a linha do tempo da Reforma para o seu regime tributário específico, esse é o momento de fazer isso — antes que 2027 chegue com decisões represadas. Solicite um diagnóstico executivo gratuito da Reforma Tributária pela página oficial, simule seu cenário na calculadora ou fale diretamente pelo WhatsApp (47) 3091-1535 (https://wa.me/554730911535).

*A análise depende da documentação, do regime tributário e do caso concreto. O diagnóstico preliminar não garante resultado. OSET Empresarial LTDA · CNPJ 28.750.072/0001-75.*

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